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AMBIENTAL

Descarte incorreto do óleo lubrificante provoca danos irreversíveis ao meio ambiente


Um dos grandes desafios dos segmentos industriais é aliar crescimento econômico às políticas de sustentabilidade. Entre as principais preocupações neste aspecto está o cuidado com o meio ambiente. E no meio industrial uma das questões que chamam atenção é a necessidade de se adotar políticas para o descarte correto e reutilização de óleo lubrificante. 

De acordo com o Sindicato Nacional da Indústria do Rerrefino de Óleos Minerais (SINDIRERREFINO), aproximadamente 1,4 bilhão de óleo lubrificante é consumido no Brasil, enquanto que apenas 405 milhões são coletados para reutilização. Os números demonstram que são necessários investimentos no recolhimento eficaz dessa substância, uma vez que este óleo espalhado no meio ambiente pode causar danos ao ecossistema e para aqueles que trabalham diretamente com o manuseio deste material.


O óleo lubrificante é um subproduto do Petróleo produzido por grandes empresas do setor, e sua utilização é constante, tanto em indústrias, quanto em serviços de garagem e postos de gasolina provoca algum tipo de gotejamento ou vazamento no piso do ambiente.


No que se refere ao impacto ambiental, em contato com o solo, o óleo pode atingir o lençol freático, inutilizando os poços da região do entorno. Apenas 1 litro de óleo lubrificante usado ou contaminado pode contaminar 1 milhão de litros de água, comprometendo sua oxigenação. Essa substância leva dezenas de anos para desaparecer no ambiente, matando a vegetação e microrganismos, causando infertilidade, entre outros impactos. Além disso, se jogado no esgoto, suas substâncias podem comprometer o funcionamento das estações de tratamento de esgoto, inclusive com interrupção das operações desse serviço essencial.


Garantir a integridade dos recursos naturais é imprescindível em qualquer atividade, mas tais práticas vão de encontro também ao que prevê a legislação que regulamenta a questão. De acordo com a Lei Federal 6.938/81, que trata da Política Nacional de Meio Ambiente, o desenvolvimento econômico-social, tem que estar de acordo com a preservação do meio ambiente e do equilíbrio ecológico.


Neste contexto, a norma diz ainda que as atividades empresariais públicas e privadas deverão ser exercidas respeitando as diretrizes previstas em lei. O texto destaca a importância de controle das atividades produtivas e a necessidade da gestão correta de resíduos perigosos. Por isso, em muitas situações se não é possível interromper o vazamento, é necessário agir imediatamente e um caminho é a utilização de técnicas de absorção de óleo. A coleta deste material é essencial, mas deve ser feita utilizando técnica e ferramentas adequadas.


Existem soluções muito práticas para a execução deste processo, uma delas são os absorventes naturais, que são produzidos por substâncias minerais e as principais características são o fácil manuseio, a absorção imediata dos resíduos e o descarte econômico e sustentável. Outra vantagem é que ele absorve até 6 vezes o seu peso, quando o recomendado é que a capacidade seja de até 5.


Existem maneiras de cuidarmos do nosso ecossistema. É possível reverter o atual cenário do descarte de óleo lubrificante e o cidadão pode fazer a sua parte. Exija os certificados de coleta e observe se o posto ou oficina no qual você troca o óleo possui o documento emitido pelos órgãos autorizados. É importante propagarmos os riscos do descuido com os óleos lubrificantes e a forma correta de lidar com o assunto. A legislação está a favor da sociedade e devemos aproveitar isso, porque a responsabilidade é de todos nós.